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43 milhões de pessoas participaram nas cerimônias fúnebres de Khamenei

Entre 41 e 43 milhões de pessoas participaram nos sete dias de cerimônias fúnebres do ex-líder supremo do Irão, Ali Khamenei, em cinco cidades do Irã e Iraque, culminando na quinta-feira (9), com o enterro em Mashad.
A agência de notícias Fars, ligada à Guarda da Revolução Islâmica iraniana, estimou “que o número total de participantes se situou entre 41 e 43 milhões, aproximadamente”, uma estimativa a que chegou utilizando o que classificou como dados de “fontes oficiais”.
As fontes incluem estatísticas dos transportes públicos, número de telefones ativos na mesquita de Mosala, em Teerã — onde o caixão permaneceu durante dois dias — e ao longo do percurso do cortejo fúnebre na capital, bem como o volume da multidão nessa procissão na capital, somado ao registrado em Qom e na cidade santa de Mashad, entre outros.
No vizinho Iraque, estima-se que mais de 10 milhões de pessoas tenham participado na quarta-feira no cortejo fúnebre de Khamenei nas províncias de Najaf e Karbala, de acordo com um comunicado do gabinete do primeiro-ministro iraquiano, Ali al Zaidi, que classificou os números como “estatísticas preliminares”.
As autoridades iranianas não divulgaram dados oficiais sobre a participação do público nas cerimônias que reuniram multidões, mas ao longo dos diferentes dias uma multidão imensa reuniu-se para dar o último adeus ao líder religioso.
Khamenei foi morto no primeiro dia da guerra desencadeada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, depois de ter governado o país durante mais de 36 anos com mão de ferro.
Os cortejos fúnebres incluíram, além do caixão de Khamenei, os de quatro familiares mortos no mesmo ataque, entre os quais a neta de 14 meses e a esposa do filho e sucessor, Mojtaba Khamenei, que não compareceu aos funerais.
A nova máxima autoridade política e religiosa da República Islâmica não foi vista em público nem em vídeo desde a nomeação, em 08 de março.
Com estes funerais em grande escala, a República Islâmica procura projetar poder, unidade e reafirmar-se após a guerra, depois de um contexto de descontentamento público devido à má situação económica do país, que provocou extensos protestos populares em janeiro.
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