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Trump ignora Lula na Cúpula do G7 em Evian na França

Sem interações diretas, mandatários de Brasil e EUA integram foto de família em meio a atritos comerciais e ameaça de novas taxas americanas
Nesta terça-feira (16), os holofotes do cenário geopolítico internacional se voltaram para a Cúpula do G7 em Evian, na França.
Durante o tradicional registro da “foto de família”, que reúne as principais lideranças globais e nações convidadas, o petista Lula da Silva e o presidente norte-americano Donald Trump dividiram o mesmo espaço, mas mantiveram o distanciamento, confira:
O encontro protocolar ocorre em um cenário de forte atrito econômico. Recentemente, o governo dos Estados Unidos sinalizou a intenção de aplicar um severo imposto de importação sobre produtos brasileiros, com alíquotas que chegam a 25%. A justificativa de Washington baseia-se em um relatório do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que aponta barreiras e práticas consideradas desvantajosas pelo Brasil.
Embora a comitiva brasileira busque costurar agendas paralelas para suavizar o impacto comercial, o clima na cúpula permaneceu estritamente formal.
O papel do Brasil no G7 como país convidado
Apesar de o Brasil não fazer parte do grupo fixo das sete maiores economias do mundo — composto por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá (além da União Europeia) —, a participação de Lula como convidado reforça a tentativa do país de manter o diálogo aberto em fóruns de grande relevância política.
O foco da delegação brasileira no evento tem sido mitigar os efeitos de possíveis sanções e assegurar o trânsito de mercadorias no exterior, mesmo que o distanciamento flagrado na foto oficial evidencie que as negociações diretas com a Casa Branca ainda enfrentam forte resistência.



