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A origem do Master

Privatização da Ebal na Bahia teria beneficiado banqueiros Lima e Vorcaro com o Credcesta, negócio bilionário vendido por apenas R$ 15 milhões; Credcesta chegou a responder por 50% do faturamento do banco
A origem do Banco Master remonta à Bahia e tem ligação direta com o senador Jaques Wagner (PT-BA), segundo apurações da Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
O banco nasceu de uma operação realizada quando Jaques Wagner era secretário de Desenvolvimento Econômico na primeira gestão do governador Rui Costa. Na ocasião, o governo baiano privatizou a Ebal (Empresa de Alimentos da Bahia) e entregou o controle do Credcesta — cartão de benefício consignado usado por servidores estaduais — aos empresários Augusto Lima e Daniel Vorcaro.
O negócio, avaliado em bilhões de reais, foi vendido por apenas R$ 15 milhões. Na época, o Banco Master ainda não possuía experiência anterior no segmento de crédito consignado.
Com o Credcesta em mãos, o banco expandiu-se rapidamente para outros estados e municípios, passando a controlar a folha de pagamento de servidores ativos e inativos em diversas regiões do país. Em determinado momento, o Credcesta chegou a representar 50% do faturamento total do Banco Master.
A PF suspeita que a relação de Jaques Wagner com Vorcaro e Lima vai além de mero apoio político. Os investigadores trabalham com a hipótese de que o senador seria sócio oculto do banco.
As informações fazem parte do amplo inquérito que investiga fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro no Banco Master e já resultaram em várias fases da Operação Compliance Zero, com buscas e prisões de envolvidos.



