Notícias
STF pode manter Lei da Dosimetria após posicionamento favorável de Paulo Gonet

Após manifestação de Paulo Gonet contra suspensão de nova regra de penas, relator do caso enxerga cenário favorável à constitucionalidade da norma no Supremo
O embate jurídico em torno da Lei da Dosimetria (Lei 15.402/2026) ganhou um novo capítulo que pode mudar os rumos de sua aplicação. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer contrário à suspensão temporária da eficácia da lei. A manifestação da PGR foi vista nos bastidores do tribunal como um forte indicativo de que a norma possui chances reais de ser integralmente validada pela Corte.
A legislação em debate altera regras do Código Penal e flexibiliza o cálculo e a progressão de penas para crimes cometidos em concurso — o que reduz o tempo total de prisão em cenários específicos, como nos processos envolvendo os atos de 8 de janeiro. A norma havia sido suspensa preventivamente pelo ministro relator, Alexandre de Moraes, sob a justificativa de garantir a segurança jurídica até que o plenário avaliasse o mérito das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) movidas por partidos políticos e entidades civis.
Com a chegada do posicionamento formal do Ministério Público Federal favorável à manutenção do texto aprovado pelo Congresso, o cenário político e jurídico se movimentou. Diante do novo parecer da PGR, o próprio relator do caso passou a admitir reservadamente a possibilidade de que o colegiado do STF declare a constitucionalidade da matéria.
A manifestação da PGR caminha em linha com a defesa apresentada pela Advocacia do Senado Federal, que também solicitou ao STF a rejeição das liminares contra a lei. O argumento central dos órgãos de defesa institucional é de que as alterações feitas no texto final não modificaram o núcleo do projeto aprovado na Câmara, eliminando a tese de desrespeito ao rito bicameral de votação.
O caso aguarda agora a inclusão na pauta de julgamentos do plenário virtual ou físico pelo ministro Alexandre de Moraes para que os demais magistrados definam de forma definitiva o futuro das punições flexibilizadas pela nova regra.



