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PF mira Banco Digimais de Edir Macedo por fraudes financeiras e bloqueia R$ 670 milhões

Investigação baseada em dados do Banco Central aponta maquiagem contábil em instituição controlada pelo bispo Edir Macedo para forjar solidez financeira
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira a Operação Miragem, focada em desarticular um complexo esquema de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O alvo principal das buscas é o Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.
A pedido dos investigadores, a Justiça Federal em São Paulo determinou o sequestro e bloqueio de bens e ativos financeiros no valor de até R$ 670.348.945,70, além da quebra dos sigilos fiscal e bancário dos envolvidos. Mais de 50 agentes federais cumprem nove mandados de busca e apreensão.
Quem são os alvos de mandados de busca e apreensão
- MARCELO DE LIMA BRASIL
- JOÃO ALVES DE CAMPOS
- RODRIGO RUGGERO
- JOÃO LUIZ URBANEJA
- THIAGO RODRIGUES URBANEJA
- JOSÉ ROBERTO GIANCOLI FILHO
- RODRIGO BALASSIANO
- BANCO DIGIMAIS S.A.
- ID CORRETORA DE TITULOS E VALORES MOBILIARIOS S.A.
Alvos de quebra de sigilo fiscal
- B.A. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S/A
- BANCO DIGIMAIS S.A.
- BLESS CAPITAL GESTORA DE RECURSOS
- DIGIMAIS SECURITIZADORA DE CRÉDITOS FINANCEIROS S.A.
- EDIR MACEDO BEZERRA
- EXP 1 FIDC-NP
- GUIDARE FIM CP
- HERMON FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITÓRIOS NÃO-PADRONIZADOS (FIDC-NP) RL
- ID 112 FIDC-NP
- ID CORRETORA DE TITULOS E VALORES MOBILIARIOS S.A.
- JOÃO ALVES DE CAMPOS
- JOÃO LUIZ URBANEJA
- JOSÉ ROBERTO GIANCOLI FILHO
- MARCELO DE LIMA BRASIL
- ROCHA SILVA CONSULTORIA E ESTRUTURAÇÃO (MARCOS SERVIÇOS DE CONSULTORIA LTDA)
- RODRIGO BALASSIANO
- RODRIGO RUGGERO
- THIAGO RODRIGUES URBANEJA
A ofensiva da PF teve como ponto de partida auditorias rigorosas realizadas pelo órgão regulador do sistema bancário no país. A suspeita é de que os gestores da instituição inflavam os números para esconder a real saúde da empresa.
Os investigados na Operação Miragem poderão responder por crimes graves do colarinho branco, incluindo gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e a realização de operações de crédito vedadas por lei. Por residir atualmente no exterior, o bispo Edir Macedo não figurou entre os alvos diretos de busca física nesta data.



