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Sóstenes Cavalcante recorre à embaixada americana após ordem do TSE para excluir vídeo

Líder do PL na Câmara cumpre prazo de remoção imposto por André Mendonça, mas protocola pedido de audiência com representantes dos EUA para esclarecer suspeitas sobre o PT
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), anunciou ter enviado um ofício formal à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. A iniciativa ocorre após uma determinação do ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ordenou a exclusão de um vídeo publicado pelo parlamentar relacionando o Partido dos Trabalhadores (PT) a organizações criminosas.
Embora discorde do entendimento jurídico do magistrado, o deputado informou que seguiu a ordem judicial dentro do prazo estipulado de 24 horas. Na gravação removida, o líder do PL justificava que a associação entre o partido governista e as facções criminosas se baseava em supostos relatórios de inteligência de órgãos norte-americanos.
Em pronunciamento feito a jornalistas nos corredores do Congresso Nacional, Sóstenes Cavalcante defendeu a teor de sua publicação original e argumentou que não cometeu calúnia ou desinformação, uma vez que teria citado o posicionamento de terceiros:
“Em nenhum momento do meu vídeo eu afirmei. Eu disse que há suspeita do governo americano de que há financiamento de recursos do Comando Vermelho e do PCC ao Partido dos Trabalhadores”
O congressista fluminense reforçou que buscou as vias diplomáticas para que a própria representação de Washington no país valide ou desminta a existência das investigações mencionadas na internet:
“Jamais falaria ou postaria alguma coisa que não condiz com a verdade. Como não fiz uma afirmação, mas falei que há uma suspeita do governo americano, ninguém melhor do que o próprio governo americano para dizer pública e notoriamente a toda a imprensa e aos brasileiros se há”
Diante do cenário, o deputado solicitou oficialmente uma audiência com o embaixador ou representantes do corpo diplomático dos EUA em Brasília. A Embaixada dos EUA ainda não se manifestou publicamente sobre o recebimento do ofício.



