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PF aponta uso de dívida histórica de 1942 para inflar balanço do Banco Digimais de Edir Macedo

PF aponta uso de dívida histórica de 1942 para inflar balanço do Banco Digimais de Edir Macedo
Publicado em 24/06/2026 às 8:25

Inquérito policial revela que instituição financeira utilizou suposto crédito bilionário da época da Segunda Guerra para mascarar rombo fiscal e atrair investidores

Uma investigação sigilosa da Polícia Federal (PF) trouxe à tona uma suposta engenharia contábil altamente incomum no sistema financeiro nacional. De acordo com relatórios do inquérito policial, o Banco Digimais — instituição que ganhou notoriedade nacional nos últimos anos — teria utilizado uma dívida histórica originada no ano de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de inflar artificialmente o patrimônio líquido listado em seus balanços oficiais.

Fonte: Metrópoles

A manobra, segundo as autoridades, serviu para maquiar a real saúde financeira da empresa e evitar sanções ou intervenções regulatórias por parte do Banco Central (BC), além de transmitir uma falsa robustez ao mercado de capitais e aos correntistas.

Os peritos financeiros da PF identificaram que a fraude consistia na inserção de títulos da dívida pública extremamente antigos e desatualizados, cuja validade jurídica e liquidez são contestadas pela Secretaria do Tesouro Nacional. O mecanismo consistia em reavaliar esses papéis por valores bilionários contemporâneos para compensar perdas operacionais reais do banco.

O uso desse artifício contábil permitiu que o banco operasse por meses sem disparar os alertas automáticos de insolvência do órgão regulador. Com o avanço das apurações, os investigadores buscam mapear a responsabilidade dos auditores independentes que chancelaram os demonstrativos financeiros do período e se houve conivência interna.

Os relatórios da PF já foram encaminhados ao Ministério Público Federal (MPF) para o oferecimento de denúncia formal por crimes contra o sistema financeiro nacional.