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Paolla Oliveira desabafa e faz alerta após sofrer com IA. Vídeo!

Paolla Oliveira fez um desabafo em forma de alerta no domingo, 28 de junho. E tomou essa atitude para abordar um problema que, cada vez mais, afeta mulheres dentro e fora da internet. Em um vídeo sincero, ela contou que enfrenta constantemente a circulação de imagens e vídeos falsos produzidos com inteligência artificial e aproveitou para levantar um debate sobre os limites da tecnologia e seus impactos na vida de milhares de pessoas.
Paolla Oliveira denuncia uso inadequado da IA desde 2024
Logo no início da publicação, a artista revelou que convive com montagens que utilizam seu rosto em situações que jamais aconteceram. Além do constrangimento, ela destacou que a facilidade com que esse tipo de conteúdo se espalha torna o combate muito mais difícil.
“Tem fotos minhas na internet que eu nunca tirei, vídeos meus falando coisas que eu nunca disse, corpo circulando por aí com rosto em cima que não é o meu.”
Durante o vídeo, Paolla mostrou alguns exemplos das montagens que circulam na internet. Entre elas, aparece uma imagem em que supostamente posa de biquíni e outra em que surge beijando uma mulher. No entanto, a atriz reforçou que nenhuma delas corresponde à realidade.
Problema vai além das celebridades
Ao longo do relato, Paolla explicou que precisou transformar o assunto em uma batalha permanente. Conforme contou, o contato frequente com advogados passou a fazer parte da rotina, embora reconheça que essa não seja a realidade da maioria das brasileiras.
“Nada disso aqui, olha, sou eu de verdade. Mas isso para mim já virou uma rotina. Toda semana eu tenho que falar com advogado. Eu, que tenho condições de ter advogado, coisa que a maioria das mulheres desse país não têm.”
Em seguida, a atriz fez questão de ampliar a discussão. Para ela, esse tipo de violência digital não atinge apenas pessoas conhecidas. Pelo contrário, qualquer mulher pode ser alvo de manipulações feitas com inteligência artificial.
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“Agora, eu não acho que isso é problema de famosa. Uma menina, por exemplo, ela posta uma foto de vestido, abraçada com gato. No outro dia, ela acorda despida pela internet, sem nunca ter tirado a roupa. Aconteceu, tá? E acontece enquanto a gente está aqui, enquanto você está assistindo o meu vídeo.”
Além disso, Paolla demonstrou preocupação com adolescentes que crescerão em um ambiente digital cada vez mais dominado por ferramentas capazes de criar imagens falsas com aparência real.
“Aí eu pergunto: se é assim com a gente, com mulheres adultas, imagina como é que vai ser com meninas que ainda estão descobrindo o mundo, que vão abrir o celular e podem encontrar o próprio corpo modificado, devassado, exposto. Aliás, corpo que pode nem ser o delas.”
A objetificação da mulher
Na sequência, ela refletiu sobre a forma como a sociedade ainda julga mulheres pela imagem pública e questionou como preservar a credibilidade em um cenário no qual conteúdos falsos se espalham em questão de minutos.
“E o engraçado é que a credibilidade de uma mulher ainda é medida pela imagem dela. Agora me diz: como é que a gente constrói uma imagem de credibilidade num mundo onde, o tempo inteiro, estão criando imagens falsas da gente sem o menor pudor?”
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Por fim, embora admita que ainda busca respostas para enfrentar esse desafio, Paolla afirmou que tem estudado o tema e aproveitou para orientar quem acompanha seu trabalho. Em vez de compartilhar conteúdos suspeitos, ela defendeu uma postura mais crítica diante do que circula nas redes.
“A vergonha nunca é de quem foi exposta. Então, denuncie. A gente precisa aprender a duvidar. Viu uma imagem absurda de uma mulher? Desconfia, não compartilha, pergunta de onde veio. Até porque cada compartilhamento nosso é uma escolha. E saiba você que essa escolha pode proteger ou expor outra mulher.”



