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Flávio alerta sobre o tarifaço Chinês

Em manifestação política, senador critica política de tributação e traça paralelo com a gestão federal diante de restrições que atingem exportações de carne brasileiras
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou suas redes para disparar contra as medidas protecionistas internacionais e sinalizou que a oposição pretende encampar a defesa do setor produtivo nacional diante de pressões tarifárias externas, conectando o tema à sua agenda crítica de oposição à presidência da República.

A reação ocorre em meio a análises sobre as restrições impostas por Pequim. A coluna do jornalista Diogo Schelp, publicada pelo portal da revista Veja, trouxe à tona os impactos do chamado “tarifaço silencioso” imposto pela China sobre a carne bovina brasileira — uma sobretaxa expressiva de 55% aplicada aos volumes que ultrapassam as cotas anuais preestabelecidas, forçando inclusive frigoríficos no Brasil a readequarem seus turnos de produção.
Ao repercutir o cenário macroeconômico e o impacto dessas taxas nas linhas de produção e abate nacionais, o parlamentar cobrou posicionamentos mais firmes e ironizou o apetite fiscal interno em comparação com a atual disputa comercial no cenário global:“Tarifaço chinês? Vamos lutar contra também. Quem gosta de tarifa e imposto é o Lula”
Silêncio Diplomático e Impacto no Emprego
A estratégia de comunicação da oposição busca expor o que consideram uma contradição na diplomacia econômica brasileira. Enquanto o mercado frequentemente debate as tensões tarifárias propostas por Washington, as barreiras escalonadas adotadas pela Ásia recebem menor atenção pública, embora o país asiático seja o destino de mais da metade das exportações de carne bovina do Brasil.
Especialistas do setor de proteína animal apontam que, além do discurso ideológico, o problema econômico é real e imediato. Com tetos rigorosos desenhados abaixo da realidade consolidada do mercado, diversas cooperativas e agroindústrias brasileiras já começaram a registrar desaceleração na produção neste início de segundo semestre.
O temor do setor produtivo é de que a falta de uma contestação formal ou renegociação das cotas vigentes resulte em novos períodos de férias coletivas e perda de competitividade logística no mercado global até o final do ano.



