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Brics vai expressar no Rio preocupação com tarifas ‘unilaterais’
– Consenso sobre Oriente Médio –
Os negociadores também chegaram hoje a um consenso sobre a escalada bélica no Oriente Médio, tema que mais dividia as delegações.
O Irã, membro do grupo desde 2023, esperava um tom mais duro do Brics sobre o conflito naquela região, segundo uma fonte que participou da negociação. Mas a declaração final dos líderes vai manter “a mesma mensagem” que o grupo divulgou no mês passado, na qual manifestou “profunda preocupação” com os bombardeios de Israel e Estados Unidos contra o Irã.
“A tendência é que o tom da reunião de cúpula seja cuidadoso” com os Estados Unidos, disse à AFP Marta Fernández, especialista em Relações Internacionais e diretora do BRICS Policy Center da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). A China, por exemplo, “vem tentando uma postura contida sobre Oriente Médio, e uma cúpula capturada por esse conflito talvez não seja do interesse de Pequim”.
Após o bombardeio ordenado em junho por Donald Trump contra instalações nucleares iranianas, o Brics emitiu “uma declaração totalmente vaga” sobre o conflito, disse Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O motivo foram as “divergências entre os membros”, com países como a Índia, que negociam acordos comerciais com Washington e “não querem se indispor com os Estados Unidos”, acrescentou.
– IA e mudanças climáticas –
Nos últimos dois anos, a lista de países do Brics passou a incluir Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes, Etiópia, Indonésia e Irã. O grupo foi fundado em 2009, para fortalecer o chamado Sul Global.



