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Defesa de suspeito diz que cliente foi ‘fantoche’

Defesa de suspeito diz que cliente foi ‘fantoche’
Publicado em 06/07/2025 às 21:31

“Suspeito disse que foi seduzido por proposta dos hackers e alegou que não sabia o que iria acontecer”, explicaram os delegados do caso. No entanto, segundo os investigadores, não foram identificados sinais de coação e ameaça. Além disso, ressaltam que a versão do suspeito ainda será confrontada pelas investigações.

Ao menos R$ 500 milhões teriam sido desviados, mas nenhuma pessoa física foi prejudicada, nem o Banco Central, segundo a polícia. O valor estimado diz respeito somente ao prejuízo do BMP, um banco que usava os serviços da C&M, assim como outras 22 instituições — ainda não há confirmações oficiais de que outros bancos e fintechs tenham sofrido desvios.

A C&M é uma espécie de benjamin entre 23 instituições financeiras e o banco central para viabilizar operações como o Pix
Diretor-geral da polícia, Arthur Dian

Este é estimado como maior valor desviado em furto da história do Brasil, diz polícia de SP. Segundo os delegados, João vai responder pelo crime de associação criminosa (pena pode ser de 5 a 10 anos) e furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança (pena de 2 a 8 anos). Sem detalhar quem eram os criminosos, que realizavam os contatos apenas por telefone, sem se identificar, o suspeito disse apenas que quatro pessoas o contactaram desde março.

Prisão do suspeito aconteceu em São Paulo na sexta-feira. O homem foi levado da sua residência, na zona norte de São Paulo, para o prédio do antigo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais).

Crime ocorreu no fim de junho

O ataque hacker ocorreu a partir das 4h30 do dia 30 de junho. Segundo a polícia, uma série de transferências via Pix foram realizadas até as 7h do mesmo dia, pouco antes do crime ser notado por funcionários da BMP.