Arbitragem
A Arbitragem Brasileira e o Modelo Falido da CBF
O Presidente da CBF , Samir Xaud que é um homem inteligente vai resolver esse problema crônico no nosso futebol porque até agora está fazendo um grande trabalho !

O futebol brasileiro, conhecido por revelar talentos e emocionar multidões, convive com um dos seus maiores entraves: a arbitragem. Mais do que erros pontuais, o que se observa é um sistema ultrapassado, mantido pela CBF, que insiste em não acompanhar a evolução do esporte em nível mundial.
Hoje, o torcedor assiste, jogo após jogo, a paralisações intermináveis, indecisões grotescas e interpretações desencontradas. O problema não está na existência do VAR, mas sim no modo como a CBF o implementa. Ao invés de trazer segurança e agilidade, o recurso virou símbolo de demora, confusão e insegurança.
VAR: da eficiência internacional ao caos nacional
O contraste ficou escancarado no último Mundial de Clubes. Lá, vimos como o árbitro de campo e a equipe de vídeo podem trabalhar de forma alinhada, rápida e discreta. As intervenções foram pontuais, em segundos, sem prejudicar o andamento do jogo. O torcedor mal percebia a ação do VAR — exatamente como deveria ser.
No Brasil, porém, a realidade é outra. Árbitros de vídeo mal preparados transformam o VAR em protagonista negativo. Partidas ficam paralisadas por minutos, a comunicação entre campo e cabine é confusa, e a credibilidade das decisões se perde. Em vez de dar confiança ao torcedor, o VAR da CBF gera indignação.
Um modelo amador em um futebol milionário
O cerne do problema está na ausência de profissionalização. Enquanto ligas como a Premier League tratam a arbitragem como uma carreira de tempo integral, com treinamento contínuo, avaliação permanente e suporte tecnológico avançado, a CBF mantém árbitros sobrecarregados, divididos entre outras profissões e sem a preparação adequada.
Os erros não acontecem por má-fé, mas por falta de estrutura e gestão. A CBF prefere culpabilizar indivíduos e anunciar suspensões midiáticas, quando o verdadeiro fracasso é institucional.
O custo da omissão
Cada decisão equivocada tem impacto direto não apenas no resultado esportivo, mas também no valor do produto futebol. Patrocinadores, investidores e emissoras questionam a seriedade de um campeonato em que a arbitragem é sinônimo de dúvida e insegurança.
Enquanto isso, a CBF segue acumulando recursos e tratando o tema com descaso, como se fosse aceitável manter um futebol bilionário refém de um modelo amador.
Hora de modernizar ou perder credibilidade
O caminho é claro:
- Profissionalizar a arbitragem, com dedicação exclusiva.
- Capacitar e unificar treinamentos de campo e VAR.
- Reduzir o protagonismo do VAR, limitando-o a intervenções rápidas e decisivas.
- Assumir responsabilidade institucional, em vez de transferir a culpa para árbitros isolados.
O torcedor brasileiro merece um futebol à altura da sua paixão. O mundo já mostrou que é possível. O que falta é vontade política da CBF, que precisa deixar o improviso de lado e finalmente encarar a arbitragem como parte fundamental do espetáculo — e não como o elo mais frágil de um produto que movimenta bilhões.
Camilo Abx
Instagram; @redeabx



