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Trump expõe PT e Lula ao mundo por leniência com trabalho forçado

Trump expõe PT e Lula ao mundo por leniência com trabalho forçado
Publicado em 04/06/2026 às 0:56

Governo Trump destaca deficiências na fiscalização brasileira, gerando novo constrangimento diplomático ao Planalto em meio a tensões comerciais

O governo dos Estados Unidos anunciou a proposta de uma tarifa adicional de até 12,5% sobre importações de produtos brasileiros, justificando a medida por supostas falhas do Brasil no combate ao trabalho forçado.

A decisão, que integra uma investigação mais ampla envolvendo cerca de 60 países, expõe vulnerabilidades na proteção aos trabalhadores no país e intensifica a pressão comercial sobre o governo Lula, confira: 

De acordo com o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), o Brasil estaria entre as nações que não cumprem adequadamente as obrigações de impedir a entrada de mercadorias produzidas com mão de obra explorada. A proposta de sobretaxa surge em um contexto de negociações comerciais tensas e pode impactar significativamente as exportações brasileiras para o principal parceiro comercial do país. 

A matéria original da revista VEJA ressalta críticas ao governo petista por medidas que, segundo a publicação, facilitariam a saída de empresas da “lista suja” do trabalho escravo e pela falta de reforço na fiscalização trabalhista. O texto menciona o déficit crônico de auditores-fiscais do Trabalho, com apenas cerca de 2.680 cargos ocupados de um total previsto de 3.644, enquanto a população economicamente ativa quase dobrou nas últimas décadas. 

Especialistas e parlamentares, como o deputado Leo Prates, têm cobrado ações urgentes para fortalecer a inspeção, especialmente com debates sobre redução da jornada de trabalho. Dados indicam que menos de 3% dos estabelecimentos sujeitos à fiscalização foram inspecionados em 2024, segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho.

O governo brasileiro classificou a ameaça tarifária como protecionista e unilateral, sinalizando possibilidade de medidas de reciprocidade. Negociações entre os dois países devem continuar nas próximas semanas, com audiências previstas para julho. 

Essa nova frente de pressão se soma a outras discussões comerciais em curso, ampliando o debate sobre as relações Brasil-Estados Unidos durante o terceiro mandato de Lula.

Fonte: Revista Veja