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Defesa de Lulinha pede ao STF suspensão de quebra de sigilo na CPMI do INSS

Defesa de Lulinha pede ao STF suspensão de quebra de sigilo na CPMI do INSS
Publicado em 04/03/2026 às 20:49

Advogados de Fábio Luís Lula da Silva solicitam extensão da liminar concedida por Flávio Dino a Roberta Luchsinger; argumentam que votação “em globo” sem motivação individual viola devido processo legal e direito à intimidade

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do petista Lula da Silva, protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de suspensão da quebra de seus sigilos bancário e fiscal, aprovada pela CPMI do INSS em 26 de fevereiro de 2026.

O requerimento busca estender os efeitos da liminar concedida pelo ministro Flávio Dino à empresária Roberta Luchsinger (amiga próxima de Lulinha), que suspendeu a quebra de sigilo dela por falta de motivação individualizada na deliberação coletiva da comissão — que aprovou 87 requerimentos “em globo”, sem análise, debate ou fundamentação específica para cada alvo.

A defesa argumenta que o mesmo vício formal contamina a decisão relativa a Lulinha: “Respeitamos o trabalho da CPMI do INSS, porém colaborar com a investigação tutelada pelo Judiciário não significa aceitar qualquer medida ilegal tomada em ambiente intrinsecamente político, marcado por intensa exposição midiária e, em período pré-eleitoral, suscetível a usos indevidos.”

Os advogados reforçam que Lulinha continuará colaborando voluntariamente com a investigação no STF, fornecendo documentos bancários e fiscais de forma espontânea, mas contestam a legalidade da medida parlamentar invasiva sem justificativa concreta.

Fontes do STF indicam que Dino deve analisar o pedido em breve, com alta probabilidade de deferimento por analogia ao precedente de Luchsinger, obrigando a CPMI a realizar nova deliberação individualizada e motivada para cada quebra de sigilo.

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