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Efeito Bukele impacta nas eleições da America Latina

Efeito Bukele ganha força com discurso de mão dura contra o crime
O modelo de segurança adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, continua reverberando pela América Latina e moldando as disputas eleitorais na região. Conhecido como “Efeito Bukele”, o estilo de tolerância zero contra o crime organizado tem sido invocado por candidatos conservadores e de ultradireita em países como Colômbia, Chile, Equador e Costa Rica, em meio ao crescimento da preocupação da população com a violência e a impunidade.
O fenômeno ganha destaque especialmente nas eleições colombianas, onde o advogado Abelardo de la Espriella, apelidado de “Bukele colombiano”, avançou com forte discurso de linha dura. Sua campanha se inspira diretamente nas políticas salvadorenhas de confronto aberto contra gangues, ao lado de referências como Javier Milei, na Argentina, e Donald Trump, nos Estados Unidos.
Analistas apontam que o alto índice de aprovação de Bukele — frequentemente acima de 70% — transforma-o em um ícone para setores da direita latino-americana cansados de abordagens tradicionais de segurança. “O que falta aqui é um Bukele!” tornou-se uma frase recorrente em debates públicos sempre que um crime de grande repercussão choca a opinião pública.
O tema deve continuar dominando os debates eleitorais latino-americanos ao longo de 2026, influenciando não apenas a Colômbia, mas também outros pleitos regionais. Governos de esquerda enfrentam crescente pressão para endurecer políticas de segurança ou ceder espaço a opositores que prometem resultados rápidos como os de Bukele.



