Futebol Brasileiro Rumo ao Abismo?

Futebol Brasileiro Rumo ao Abismo?
Publicado em 27/03/2025 às 13:11

A derrota humilhante de 4 a 1 para a Argentina no dia 25/03/2025 veio apenas confirmar o que venho denunciando há tempos: o futebol brasileiro está em plena decadência! O que antes era um celeiro de craques e uma escola de talento, hoje se resume a um jogo previsível, burocrático e sem alma.

Nos últimos 12 anos, apenas um jogador diferenciado surgiu: Neymar. E, sejamos sinceros, até parado em campo ele teria causado mais preocupação para os argentinos do que essa seleção repleta de jogadores que ganham milhões, mas entregam um futebol sem brilho e sem identidade.

Perda da essência: um futebol sem criatividade

O Brasil sempre foi reconhecido pelo drible, pela ousadia, pela capacidade de improviso que encantava o mundo. Mas isso foi jogado fora em nome de um modelo europeu que não nos pertence. Nossos clubes estão cheios de técnicos acadêmicos, que ensinam jovens promessas a dar dois toques na bola e passar, sem driblar, sem arriscar, sem criar. Com isso, o futebol brasileiro perdeu sua magia e se transformou em um jogo previsível e monótono.

E o que vemos hoje nos jogos?

  • Goleiro toca para o lateral.
  • Lateral devolve para o zagueiro.
  • Zagueiro toca para o volante, que joga na ponta, que cruza para a área.
  • Se não der certo, volta tudo para começar de novo.

É isso! Um jogo mecânico, sem emoção. Coitados dos narradores que tentam vender uma empolgação que simplesmente não existe. Faça o teste: ligue o rádio e assista ao jogo na TV ao mesmo tempo. A narração parece de um espetáculo eletrizante, mas o que se vê em campo é um futebol sonolento e sem vida.

Milionários sem amor à camisa

Antigamente, nossos craques entravam em campo molhando a cabeça com água, com a faca entre os dentes e muita raça. Hoje, nossos jogadores parecem modelos saindo de um salão de beleza. Cabelo arrumado, gel, brincos, tatuagens, redes sociais bombando… Futebol? Em segundo plano. O que importa é a aparência, a exposição, o contrato milionário.

Além disso, são mimados:

  • Hospedagem em hotéis cinco estrelas.
  • Alimentação de primeira linha.
  • Assessoria de imprensa para blindá-los.
  • Empresários que cuidam de tudo.
  • Grupos fechados de amigos dentro do elenco.

E a bola? Nada. Amor à camisa? Zero. O que vale é o dinheiro. Futebol virou uma paixão pelo dinheiro, não pelo jogo.

A destruição da base e a invasão estrangeira

A base dos clubes, que sempre foi o berço de nossos craques, hoje é ocupada por muitos jogadores indicados ou engolida pelo sistema das “panelas” de empresários e dirigentes. Se houver um jovem talentoso, ele dificilmente terá espaço porque os clubes preferem comprar jogadores prontos de fora.

E os técnicos? Nem se fala! Não temos mais treinadores capacitados. Estamos importando técnicos de qualquer nacionalidade e esquecendo que o Brasil já formou os maiores estrategistas da história do futebol. Inverteram-se os papeis: Os Europeus antes queriam copiar os Brasileiros e hoje os Brasileiros querem copiar os Europeus.

A CBF, por sua vez, tem total controle das 27 federações, e quando há eleição, todos os clubes votam na mesma mesmice. Ou seja, não podem nem reclamar! O futebol brasileiro está preso em um sistema corrupto e fechado, onde quem manda são os empresários e dirigentes, e quem perde é o torcedor.

O fim do futebol brasileiro?

Se nada mudar, a Seleção Brasileira deixará de ser uma potência e se tornará apenas mais um time mediano, sem brilho, sem craques, sem identidade. Estamos no caminho de nos tornarmos uma nova Seleção Comum e Mediana, porque estão perdendo o respeito pelo atual futebol Brasileiro. Podemos passar a ser mero coadjuvantes em competições internacionais.

O futebol brasileiro perdeu sua essência e está ladeira abaixo. Será que ainda há tempo para resgatar o que um dia fez do Brasil o maior do mundo? Ou já cruzamos o ponto sem retorno?

A Base dos clubes é ocupada por acadêmicos que tentam copiar o modelo europeu para nossos jovens e com isso deixa o talento individual de cada um em segundo plano!

Exatamente! A base dos clubes brasileiros, que sempre foi um celeiro de craques, está sendo dominada por acadêmicos que tentam copiar o modelo europeu de futebol. O problema é que somos diferentes! O Brasil sempre se destacou pela individualidade, pelo talento natural e pela criatividade dos jogadores. Agora, esses técnicos “formados em curso” priorizam um futebol engessado, cheio de teoria, e deixam de lado o que nos fez grandes.

O resultado? Jogadores robóticos, sem ousadia e sem improviso. Antes, um jovem com talento tinha liberdade para driblar, inventar jogadas e desenvolver seu próprio estilo. Hoje, ele é podado desde a base. Se tentar um drible e errar, é repreendido. Se arriscar um lance individual e perder a bola, é substituído. O futebol brasileiro desaprendeu a formar craques porque está preocupado demais em copiar um modelo que não encaixa na nossa cultura.

O modelo europeu funciona na Europa porque faz parte da filosofia de jogo deles. O brasileiro, por outro lado, sempre se destacou pela arte da bola nos pés. Mas, ao invés de aprimorar isso, estamos matando nossa identidade para seguir uma fórmula que não é nossa.

E o pior: com tanto pragmatismo, nem estamos vencendo! Se ao menos esse modelo garantisse títulos, ainda haveria um argumento. Mas o que vemos são times previsíveis, seleções sem brilho e uma safra de jogadores que não assusta mais ninguém.

O futebol brasileiro perdeu sua essência e segue rumo ao abismo. Se continuar assim, nosso futuro será de mera coadjuvante no cenário mundial.

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