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Governo aposta em debate sobre taxar mais ricos e pela 1ª vez pauta redes

Governo aposta em debate sobre taxar mais ricos e pela 1ª vez pauta redes
Publicado em 05/07/2025 às 10:17

A Bites identificou os termos usados por governistas e oposicionistas e dividiu a maior parte das mensagens entre esses dois grupos. Publicações com os termos “Congresso mamata” e “Hugo Motta traidor”, por exemplo, foram incluídas no cálculo dos governistas. Outras com termos críticos ao governo foram associadas à oposição. Há ainda mensagens neutras ou que não seguiram essa “lógica de manada” dos grupos à esquerda e à direita.

Desde o dia 25, foram mais de 1,5 milhão de menções a temas tributários nessas redes. O ápice foi nesta quarta-feira, 2, quando mais de 307 mil menções foram registradas.

Os dados mostram como o total de publicações depois do dia 25, data da derrota do governo no Congresso, vinha em queda gradual, até chegar a cerca de 82 mil posts no domingo, 29. A partir de então, a trajetória se inverteu. Governistas passaram a mobilizar as redes com o discurso de taxação dos mais ricos.

Na quarta-feira, 2, ápice das publicações, os governistas fizeram mais de 207 mil posts sobre o assunto, o equivalente a cerca de 67% do total. A oposição, apenas 29 mil, ou aproximadamente 9% do total.

Para o diretor técnico da Bites, André Eler, os números mostram que o governo conseguiu pautar as redes sociais pela primeira vez “de forma bastante relevante”. “Pela primeira vez, o governo conseguiu pautar de forma bastante relevante um tema e equilibrar uma correlação de forças em que geralmente o governo sai derrotado. Nas redes, em geral, a oposição ganha. O governo conseguiu organizar uma narrativa para fazer com que as pessoas discutam, a partir do IOF, o aumento de impostos pela ótica de diminuir injustiças e desigualdades”, disse ao Broadcast Político.

Eler contou que, desde o dia 25, “estava um debate um pouco mais equilibrado nas redes e até com mais interações dos oposicionistas, mas isso mudou nesta semana, nos últimos três dias principalmente, quando os governistas começaram a investir muito nessas hashtags”.