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Jantares e viagens pagas por Vorcaro a Cláudio Castro durante aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master

Jantares e viagens pagas por Vorcaro a Cláudio Castro durante aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master
Publicado em 28/05/2026 às 11:53

Investigação da Operação Compliance Zero aponta “elevada coincidência” entre encontros pessoais, despesas custeadas por Daniel Vorcaro e investimentos de quase R$ 3,7 bilhões do fundo previdenciário fluminense.

A Polícia Federal (PF) apura a proximidade entre o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Mensagens e registros de viagens revelam jantares de alto luxo em Nova York, incluindo um famoso “bife de ouro”, e outras despesas pagas pelo banqueiro no mesmo período em que o Rioprevidência realizou aportes bilionários na instituição financeira. 

De acordo com documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF identificou um “sincronismo” entre os encontros e os investimentos, que somam cerca de R$ 3,69 bilhões. O ministro André Mendonça, relator do caso, classificou a situação como uma “elevada coincidência”.

Jantares milionários em Nova York

Um dos pontos centrais da investigação são dois jantares no restaurante Nusr-Et, do chef turco Salt Bae, em Manhattan. Em maio de 2023, a conta ultrapassou US$ 13 mil (cerca de R$ 66 mil na cotação da época) e foi paga por cartão de crédito ligado a Vorcaro.

Após o jantar, Castro teria enviado mensagem de agradecimento:

“Amigo, foi uma experiência incrível. Muito obrigado.” 

Em 2024, novo encontro foi organizado com ainda mais pompa. Vorcaro orientou assessores a reservar o “bife de ouro” e vinhos caros, inclusive com a presença do próprio chef Salt Bae. Mensagens obtidas pela PF mostram o banqueiro pedindo:

“Pede aquela carne de ouro ou alguma especial pra ele ir.” 

Outras despesas e aportes

A PF também investiga viagens internacionais e outras despesas bancadas por Vorcaro, além de reuniões no Palácio Guanabara e no Palácio Laranjeiras. Um dos aportes de R$ 80 milhões ocorreu no dia seguinte a um jantar com degustação de uísque de alto valor. 

Os investigadores apontam que Castro teria interferido na gestão do Rioprevidência, trocando diretores para viabilizar os investimentos, mesmo com alertas técnicos contrários.