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Justiça aceita denúncia do MP e Deolane Bezerra passa a responder como Ré por elo com PCC

Decisão judicial aponta indícios acumulados desde 2019 de que a influenciadora e advogada atuava em esquema de lavagem de dinheiro para o PCC
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra tornou-se oficialmente ré em um processo criminal no Estado de São Paulo. A decisão ocorre após o Judiciário acolher integralmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Deolane, que está detida preventivamente desde o dia 21 de maio, é acusada dos crimes de lavagem de capitais e organização criminosa. A investigação aponta que ela utilizava suas contas bancárias e empresas de publicidade para movimentar e ocultar recursos financeiros ilícitos de uma transportadora que servia de fachada para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Na decisão que aceitou os termos da promotoria, o magistrado responsável pelo caso destacou o peso das provas reunidas ao longo dos últimos anos:
Na decisão, o magistrado afirma que há “convergência de múltiplos elementos probatórios” colhidos desde 2019 para sustentar a acusação de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
Provas incluem quebra de sigilo e perícia em celulares
Os relatórios que embasaram o despacho da Justiça incluem dados extraídos de aparelhos celulares, análises do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro, além do monitoramento de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com o patrimônio declarado pelos investigados. Além de Deolane, lideranças da facção — incluindo Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola — também figuram como réus no mesmo processo.
A partir desta citação, a defesa de Deolane Bezerra terá o prazo legal de 10 dias para apresentar sua resposta formal à acusação. Em manifestações anteriores sobre a denúncia do Ministério Público, o corpo jurídico da influenciadora negou categoricamente qualquer envolvimento com atividades ilícitas e reiterou que provará sua inocência ao longo da instrução processual.



