Esportes
Lula 3 volta às origens e vai ao ataque na defesa do seu mandato

Lula acabou reeleito por ampla margem de votos, como sabemos, fez a sua sucessora e, ao concluir o segundo mandato, saiu do Planalto com mais de 80% de aprovação popular.
A convite dele, passei a última semana de governo do segundo mandato no Alvorada para fazer uma reportagem de balanço desses oito anos para a revista Brasileiros. Na despedida, perguntei a ele sobre seus planos e se pensava em concorrer novamente à Presidência no futuro. Lula descartou de pronto essa possibilidade.
“Quem me garante, primeiro, ganhar nova eleição? Depois, fazer um novo governo com esta mesma aprovação popular?”
Doze anos depois, em 2022, sem nenhuma garantia, mudou de ideia. Era novamente candidato, por ser o único capaz de impedir a reeleição de Jair Bolsonaro (PL). Eleito sob a bandeira da defesa da democracia ameaçada por um bando de golpistas, encontrou um Congresso extremamente hostil e uma oposição feroz que só queria impedir o governo de governar.
Do nada, de onde menos se esperava, das redes sociais, veio agora a reação que deu sobrevida a Lula, com a ajuda da inteligência artificial: a campanha “Taxação BBB – Bilionários, Bancos e Bets – por mais justiça social e menos desigualdades”, que logo alcançou 10 milhões de visualizações, algo inédito na esquerda.
Taxar os 140 mil super-ricos e as apostas online era o mote da campanha para isentar 25 milhões de brasileiros do Imposto de Renda, o principal projeto do governo. Foi a maneira de mostrar de que lado estava o Congresso e de que lado estava o governo, ou seja, o velho embate de pobres contra ricos, o andar de baixo contra o andar de cima, nós contra eles, que levou o PT a cinco vitórias presidenciais nas últimas duas décadas.



