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Lula defende ação do Brics ante “colapso sem precedentes” do multilateralismo

A fala do presidente abriu a primeira das plenárias da cúpula do Rio, e a única que inclui apenas os membros plenos do bloco: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Indonésia, Emirados Árabes Unidos e Irã. Nas demais, ainda neste domingo e na segunda-feira, os debates incluirão também os membros parceiros.
Na primeira rodada de discussão, centrada em paz, segurança e reforma da governança global, Lula criticou a perda de credibilidade e a paralisia do Conselho de Segurança da ONU, e a decisão da Otan de aumentar em 5% os investimentos em gastos militares.
“Se a governança internacional não reflete a nova realidade multipolar do século 21, cabe ao Brics contribuir para sua atualização”, defendeu.
A reforma do Conselho de Segurança é uma reivindicação histórica do Brasil, e se tornou um dos temas centrais do Brics, que tem dois dos países com direito a veto no Conselho entre seus membros, China e Rússia.
Este ano, na declaração final da cúpula, o documento final irá defender o apoio à entrada de Índia e Brasil em uma eventual reforma, mas sem restringir a esses dois países, além da inclusão de um representante da África. O tema foi um dos contenciosos na negociação da declaração, já que Egito e Etiópia não aceitavam que a África do Sul, membro inicial do bloco, fosse apontada como a representante da região.
Lula voltou a criticar os conflitos internacionais, citando nominalmente a invasão russa da Ucrânia, pedindo diálogo para um cessar-fogo e abertura de negociações de paz. Ele também mencionou os ataques de Israel à Faixa de Gaza, classificando novamente como genocídio.



