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Marciele emociona Parintins e mãe da cunhã surpreende

A terceira e última noite do 59º Festival de Parintins reservou um dos momentos mais emocionantes da apresentação do Boi Caprichoso, no domingo, 28 de junho. Além da celebração pelos dez anos de Marciele Albuquerque como Cunhã-Poranga, a arena recebeu uma homenagem às famílias amazônidas que preservam tradições centenárias. Dessa vez, quem roubou a cena foi Néia Albuquerque, mãe da ex-BBB.
Tudo sobre o Festival de Parintins 2026
Moradora de uma comunidade rural de Juruti, no Pará, Néia entrou no Bumbódromo representando milhares de indígenas, ribeirinhos e trabalhadores do campo que encontram na produção de farinha muito mais do que uma fonte de renda. Afinal, a atividade atravessa gerações e faz parte da identidade cultural da Amazônia.
Tradição familiar ganha destaque na arena
A escolha de Néia para participar do espetáculo reforçou a ligação da própria família com o cultivo da mandioca e a fabricação artesanal de farinha, prática tradicional no interior paraense. Ao levar essa realidade para o maior festival folclórico do país, o Caprichoso transformou uma história familiar em símbolo da resistência dos povos da floresta.
Enquanto isso, Marciele Albuquerque celebrou uma década defendendo o item Cunhã-Poranga. Em sua entrada, ela surgiu conduzida por um grande pássaro alegórico na apresentação da Lenda Amazônica “Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente”. E embalada pela toada “Maracás do Rio Negro”.
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Em seguida, a evolução da representante azul e branca destacou a força da mulher amazônica. E ainda valorizou a herança do povo Munduruku, do qual Marciele faz parte. Além disso, o módulo alegórico, integrado à megaestrutura criada pelo artista Gereca Pantoja, avançou até o palco praticável. Lá a Cunhã-Poranga apresentou sua performance diante dos jurados.
Dessa forma, o encerramento da participação de Marciele no Festival de Parintins uniu espetáculo, identidade indígena e reconhecimento às famílias que mantêm vivas tradições essenciais para a cultura e a economia da Amazônia.



