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Nova ameaça? Trump compara Cuba à Venezuela e reforça opção militar

Nova ameaça? Trump compara Cuba à Venezuela e reforça opção militar
Publicado em 21/06/2026 às 9:08

Presidente norte-americano compara proximidade geográfica da ilha à operação que resultou na captura de Nicolás Maduro na Venezuela, em meio a crescente pressão sobre Havana

Em entrevista ao portal Axios, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a sinalizar que uma eventual operação militar americana contra Cuba poderia ser rápida e eficiente, semelhante à ação realizada na Venezuela. A declaração foi divulgada na sexta-feira (19 de junho de 2026) e reacende as tensões entre Washington e Havana. 

Questionado sobre as chances de forças dos EUA realizarem uma operação em Cuba nos moldes da que terminou com a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, Trump respondeu de forma direta:

“Possivelmente. Esses lugares são próximos. Já o Irã, por exemplo, é uma viagem muito longa. Sabe, eu voei para aquela região algumas vezes, e isso não tem nada a ver com o assunto, mas são 18 horas de voo, é muito tempo. A Venezuela é relativamente perto e Cuba é rapidinho.”

A proximidade geográfica da ilha caribenha com o território americano, especialmente a Flórida, é um ponto recorrente nas declarações do presidente republicano. Trump já havia ameaçado agir militarmente contra Cuba em outras ocasiões desde o início de seu atual mandato, incluindo menções a uma possível “tomada” da ilha. 

Contexto de pressão crescente sobre o regime cubano

A retórica de Trump se soma a uma série de medidas adotadas pela administração americana para aumentar o isolamento de Cuba. Entre elas estão o reforço do embargo comercial (em vigor desde 1962), a interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano à ilha, sanções contra autoridades do governo Miguel Díaz-Canel e até o indiciamento de Raúl Castro por acusações relacionadas a eventos de 1996.

Recentemente, Cuba aprovou uma reforma econômica que pode abrir espaço para maior participação privada, vista por analistas como uma tentativa de aliviar a pressão externa e interna. Enquanto isso, navios de guerra americanos, incluindo o porta-aviões USS Nimitz, operam nas proximidades do Mar do Caribe.

Essa nova declaração de Trump ocorre em um momento de instabilidade regional, após ações americanas em outros cenários internacionais, e reforça o foco da atual gestão republicana na América Latina.