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Polícia investiga morte de jogador da África do Sul aos 25 anos

A polícia da Cidade do Cabo abriu uma investigação para apurar as circunstâncias da morte de Jayden Adams, jogador da seleção da África do Sul. O meio-campista, de 25 anos, foi encontrado sem vida dentro de casa, segundo informações divulgadas nesta terça-feira pela agência Reuters.
Adams participou da campanha sul-africana na Copa do Mundo de 2026. O jogador foi titular na estreia da equipe, em 11 de junho, diante do México, no Estádio Azteca, na Cidade do México. A partida terminou com vitória mexicana por 2 a 0.
Ele voltou a começar jogando no empate por 1 a 1 com a República Tcheca, em 18 de junho, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. O confronto aconteceu apenas um dia depois da morte de sua avó, Marianna.
Nos jogos seguintes, Adams perdeu a vaga entre os titulares. Na vitória por 1 a 0 sobre a Coreia do Sul, entrou aos 80 minutos no lugar de Relebohile Mofokeng. Já na derrota por 1 a 0 para o Canadá, pela fase de 16 avos de final, permaneceu no banco de reservas.
A eliminação da África do Sul ocorreu em 28 de junho. Pouco mais de uma semana depois, em 6 de julho, o corpo do jogador foi encontrado em sua residência, no bairro de Schotsche Kloof, na Cidade do Cabo.
A Federação Sul-Africana de Futebol confirmou a morte, mas não divulgou detalhes sobre as possíveis causas. As autoridades agora tentam esclarecer o que aconteceu.
No domingo (12), o pai do atleta, Juanito Adams, falou pela primeira vez sobre a perda. Em entrevista à emissora sul-africana eNCA, ele afirmou que a família ainda tenta assimilar a morte.
“A família está tendo dificuldades para processar tudo isso. Não será fácil seguir em frente”, disse.
“As pessoas dizem que ficará mais fácil, mas não vai. Você apenas aprende a conviver com isso. Vamos ver o que o tempo nos reserva. O mundo inteiro está reagindo à morte de Jayden. É muito complicado. Dá para perceber o carinho que as pessoas tinham pelo futebol dele e por quem ele era”, completou.
O ministro do Esporte, das Artes e da Cultura da África do Sul, Gayton McKenzie, também prestou homenagem ao jogador. Em comunicado, ele destacou a decisão de Adams de entrar em campo mesmo após a morte da avó.
Segundo o ministro, o fato de o atleta ter vestido a camisa da seleção e se dedicado ao país em um momento de luto demonstrou maturidade, profissionalismo e força de caráter.
“Isso diz muito sobre o jovem que a África do Sul perdeu”, afirmou.
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