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Rombo nas contas públicas e salto na dívida bruta ligam alerta em maio

Dados divulgados pelo Banco Central mostram alta de 66% no déficit do setor público consolidado, enquanto o endividamento do país avança para 81,1% do PIB
O cenário das finanças do país sofreu uma forte deterioração em maio de 2026. De acordo com dados oficiais divulgados nesta terça-feira (30) pelo Banco Central, o déficit das contas públicas registrou um salto expressivo, acompanhado pelo crescimento contínuo do endividamento geral da nação.
Os dois indicadores reforçam o momento desafiador para a consolidação e o equilíbrio fiscal do governo.
Rombo nas contas públicas cresce 66%
O setor público consolidado — que engloba a União, os estados, municípios e as empresas estatais — registrou um déficit primário de R$ 56,1 bilhões no mês de maio. Esse valor representa um aumento real de 66% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o resultado havia sido negativo em R$ 33,7 bilhões.
Quando analisado o desempenho isolado de cada braço do setor público no mês, os dados apontam:
- Governo Central: rombo de R$ 55,2 bilhões;
- Governos Regionais (estados e municípios): resultado negativo de R$ 1,2 bilhão;
- Empresas Estatais: registraram um superávit de R$ 273 milhões.
No acumulado de 12 meses encerrados em maio, o rombo nas contas públicas atingiu a marca de R$ 149 bilhões, o equivalente a 1,14% do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador reflete uma trajetória de desgaste na comparação com os meses anteriores.
Dívida bruta do governo geral avança para R$ 10,6 trilhões
Refletindo o aumento dos gastos e o financiamento do rombo fiscal, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) — indicador que monitora a saúde financeira do país e engloba o governo federal, governos estaduais, municipais e o INSS — subiu para 81,1% do PIB.
O avanço representa uma alta de 0,9 ponto percentual em relação ao mês anterior (abril). Em valores nominais, o estoque acumulado da dívida pública do país alcançou o patamar de R$ 10,6 trilhões.
A dinâmica da economia, sob a ótica de analistas financeiros e das projeções do mercado, indica que o avanço persistente no déficit e no endividamento reduz as margens de manobra do Banco Central para o manejo da taxa básica de juros, gerando pressão adicional sobre os prêmios de risco e a inflação a longo prazo.



